O pensamento crítico e a proatividade

O pensamento crítico e a proatividade

A transição do ensino superior para o mercado de trabalho continua a ser um marco fundamental da vida de qualquer indivíduo. Todos os anos, milhares de jovens adultos, recém chegados à linha de partida para a etapa seguinte da sua vida social, iniciam, porventura, o trecho mais significativo do seu percurso ativo, carregando consigo o peso de expetativas familiares e pessoais, e de um futuro ainda por cumprir.

Olhando confortavelmente para o início desta marcha, desde um ponto mais alto do percurso, vemos mover-se uma massa humana onde fervilha, impacientemente, uma vontade primária de transformar, que advém da confiança de quem nunca falhou e sente ainda a força capaz de fazer abanar qualquer paradigma. Porém, é precisamente daqui que surge a questão: por um lado, o pensamento crítico é uma ferramenta de trabalho fenomenal, indispensável a qualquer estrutura; por outro lado, se esse não se fizer acompanhar de uma efetiva capacidade de concretizar soluções e operacionalizar ideias, faz-nos pensar que benefícios trará.

Será a sagacidade, por si só, uma competência, ou só mais um traço do tempo da imaturidade profissional? 

A reflexão é complexa e em nada garante uma resposta realmente correta, o que nos obriga a apontar o nosso discurso noutra direção: para a sensibilização da importância de eliminarmos o risco deste erro. Falamos da necessidade de acompanhar o pensamento crítico da capacidade de agir, de efetivar a transformação que se concebe. Só através da confluência destas características poderemos, realmente, marcar a diferença.

É bom lembrar que o resultado académico de excelência, embora seja extremamente meritório, não é uma marca de caráter. O que é, realmente, digno de admiração, é juntá-lo a uma proatividade que nos transforme num ator de mudança e não somente num elemento de desconstrução dentro da nossa estrutura de trabalho. 

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